domingo, 27 de agosto de 2017

Press trip pelos Campos Gerais


Parque Estadual de Vila Velha, Lagoa Dourada, Parque Histórico de Carambeí, Castrolanda, Museu do Tropeiro, fábrica da Madero e Buraco do Padre foram alguns dos atrativos turísticos dos Campos Gerais visitados por mim e outros 30 jornalistas do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile, que estivemos na região durante três dias, convite da Prefeitura de Ponta Grossa, para uma press trip.
A prefeita em exercício de Ponta Grossa e presidente da Fundação de Turismo (Fumtur), Elizabeth Silveira Schmidt, conta que a atividade foi realizada em parceria com as prefeituras de Castro e de Carambeí e teve apoio da Princesa dos Campos, Madero, Hotel Planalto, Vila Velha Premium Hotel, Cooperativa Sicredi Campos Gerais, Adega Porto Brazos, Churrascaria Expedicionário do Cogo, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná, Núcleo de Guias Turísticos de Ponta Grossa e Paraná Turismo. “A ação conjunta dos governos municipais e da iniciativa privada foi responsável por concretizarmos esta press trip. Esta grande mobilização divulgará o turismo de Ponta Grossa e da região para o Brasil e para o mundo”, ressalta Elizabeth.
Carlos Javier Acosta Moreno, jornalista uruguaio do Diário Regional de La Paloma, revela que a experiência o mostrou um Paraná, até então, desconhecido para ele. “Confesso que sabia de atrativos turísticos no estado, como Curitiba e Foz do Iguaçu, com as Cataratas, mas desconhecia Ponta Grossa e os Campos Gerais. Há muito o que ser contado, divulgado e a região está pronta para receber os turistas”, destaca.



quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sabor e riqueza paranaenses

Barbaquás eram fornos utilizados para secar a erva-mate
Considerada o ouro verde paranaense, a erva-mate foi o segundo mais importante ciclo econômico
do estado, responsável pelo desenvolvimento do Paraná, pela construção de importantes
estradas, pelo surgimento dos barões do mate e pela autonomia da província

O Paraná ainda era província de São Paulo, acabara de viver o auge do ciclo econômico da pecuária,
o comércio havia se desenvolvido a partir do tropeirismo e as primeiras pousadas, restaurantes e
comunidades tinham sido criadas no Caminho de Viamão. A produção e o comércio da erva-mate estavam em ascensão no ano de 1820, quando o botânico francês August de Saint-Hilaire, em visita a Curitiba, reconheceu que o nome da erva por ele batizada de Ilex paraguariensis, quando em expedição ao Paraguai, deveria se chamar Ilex brasiliensis, uma vez que no Paraná era possível encontrá-la em maior quantidade e em melhor qualidade.

Mas foi após o desmembramento do Paraná da Província de São Paulo, em 1853, que a erva-mate tornou-se um dos pilares da economia da nova província e o principal produto de exportação. De acordo com o escritor e jornalista Samuel Guimarães da Costa, autor de A Erva-mate, no período de 1866 a 1874 o Paraná exportou um total de 108.434 toneladas de erva-mate, reforçando a importância econômica que a cultura teve para o estado.

Ápice
Nego Miranda e Teresa Urban revelam em Engenhos & Barbaquás que, motivada pela Guerra do Paraguai, a Argentina deixou de importar erva-mate paraguaia, e desde a segunda metade do século XIX, despertou o interesse pelos grandes ervais nativos do Paraná.
O ápice da cultura da erva-mate no estado ocorreu nas primeiras décadas do século XX e a economia
estava alicerçada, basicamente, na extração, industrialização e comercialização do produto. A Junta Comercial do Paraná (Jucepar) desde a sua criação, em 1892, providencia o registro das empresas e das marcas que elas representam. O produto erva-mate era tão relevante, que das 32 primeiras marcas registradas, no período de nove anos, 21 eram referentes ao mate.

Em 1928, o total da produção do mate brasileiro destinado tanto para os mercados interno quanto externo foi recorde, atingindo 88.180 toneladas; o Paraná era responsável por mais de 83% da produção, chegando a 73.605 toneladas do produto. O desenvolvimento do Paraná pela extração e exportação da erva-mate resultou na criação de importantes vias de acesso, como a Estrada da
Graciosa, ligando o primeiro planalto paranaense ao litoral do estado; a inauguração em tempo recorde da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, e estabeleceu o Rio Iguaçu como via de navegação.

Produção da erva-mate
O Centro-sul do estado era o centro da produção da erva-mate, com destaque para os municípios de
Guarapuava, Palmeira, Palmas, São Mateus do Sul e União da Vitória. Os engenhos para beneficiamento da erva estavam localizados nas cidades de Antonina, Curitiba, Lapa, Paranaguá, Ponta Grossa e União da Vitória.

Para a pesquisadora e mestre em Ciências Sociais Aplicadas, Neri França Fornari Bocchese, o ciclo da erva-mate no Paraná, principalmente na região Sudoeste do estado, foi o princípio do que hoje se conhece como Mercosul. “Em Pato Branco, o argentino Luiz Pastoriza, primeiro empresário a se fixar na cidade, era proprietário de vários barbaquás e empregava caboclos locais para a extração da erva-mate. Especialistas da Argentina e do Paraguai foram trazidos por ele para fazer o manejo. As tropas de Pastoriza levavam a erva para a Argentina, Paraguai e Uruguai e voltavam carregadas de ferramentas, sal, remédios, água de cheiro, tecidos. Era, certamente, o começo do Mercosul”, revela.
A presença argentina em terras fronteiriças do Sudoeste, pela exploração da erva-mate e da madeira, prolongou-se até meados da década de 1930.

Homem de negócios
Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, foi um dos mais importantes empresários do Paraná, proprietário de um engenho de erva-mate e serrarias. Dono do engenho Tibagy, levou a marca Ildefonso a exposições internacionais, com o intuito de atrair o interesse dos mercados europeus. Como comerciante, tornou-se o maior exportador paranaense do mate e de pinho aos países platinos e o maior produtor de erva-mate do mundo. Foi presidente da Câmara Municipal de Vereadores de
Curitiba, deputado provincial e vice-presidente da Província do Paraná.

Correia também contribuiu para a consolidação de Curitiba e sua modernização, instalando na capital, o telégrafo e uma indústria gráfica. O barão foi condecorado diversas vezes, ainda em vida e, durante a visita do Imperador Dom Pedro II ao Paraná, o casal Serro Azul causou simpatia ao monarca.
Foi acusado de trair a Pátria, ao patrocinar revoltosos do Rio Grande do Sul, durante a Revolução Federalista, com dinheiro arrecadado junto aos comerciantes, concedendo um empréstimo de guerra
e agindo contrário ao governo de Marechal Floriano Peixoto. Segundo relatos históricos, em 1894,
antes de chegar ao julgamento que seria submetido, no Rio de Janeiro, o Barão do Serro Azul foi morto a tiros, no km 65 da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, por ordem do general Ewerton Quadros.


Identidade paranaense
Leonor, Yayá, Teresita, Zacarias, Pura Maria, El Toro, Ypiranga foram algumas das marcas de erva mate comercializadas no Paraná e destinadas à exportação, mas certamente, uma das mais importantes foi a Matte Leão, fundada por Agostinho Ermelino de Leão Junior, em Curitiba, em 1901. A empresa liderou o mercado de erva-mate no Brasil e se tornou uma das maiores empresas
paranaenses. A empresa inovou na forma de comercializar o produto e, a partir da década de 1930, vendia a erva torrada, com o slogan, “Use e abuse, já vem queimado”. Vinte anos depois, a empresa passou a comercializar o chá pronto para beber, em copo lacrado. Há dez anos, a marca Matte Leão foi comprada pela Coca-Cola.

Instituto Nacional do Mate
Foi na Era Vargas, em 1938, que devido a importância que a erva-mate possuía que foi criado o Instituto Nacio
nal do Mate, tendo como função “promover a política de defesa e expansão do mate no país e no estrangeiro”.
Segundo Miranda e Urban, a criação do instituto também marcou a intervenção do Estado no setor e foi extinto, em 1967, no início da Ditadura Militar.

Declínio
O ciclo econômico da erva-mate entra em crise no fim do século XIX e início do século XX, quando a Argentina, um dos principais mercados consumidores, passou a produzir o produto. A queda da Bolsa de Nova Iorque e II Guerra Mundial também influenciaram as exportações e, na década de 1940 entra em cena o ciclo do café que passou a receber grande parte dos investimentos antes destinados à erva-mate.
De acordo com a última Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 foram produzidas no Paraná 292.891 toneladas de erva-mate, movimentando R$ 354.197.000 como valor de produção.

Araucária e erva-mate
Plantas irmãs. Foi assim que antigos indígenas identificaram a erva-mate e o pinheiro araucária. Miranda e Urban citam que naturalistas cruzaram o território paranaense nos séculos XVII e XVIII e classificaram a erva-mate como “uma planta que gosta particularmente da companhia e do abrigo das
araucárias”.
A relação entre as duas espécies excede às áreas nativas de florestas, passam pelos ciclos econômicos da erva-mate e da madeira, chegando aos símbolos do estado, representadas lado a lado na bandeira e no brasão do Paraná. Foi o comércio da erva-mate que abriu caminho para a exploração do pinheiro
e a redução das áreas nativas de erva-mate foi proporcional ao avanço das madeireiras.

Curiosidades
• O hábito de consumir a bebida no início do século XVII era proibido e foi considerado alucinógeno
por padres jesuítas.
• Os índios foram os primeiros a consumir a erva-mate no chimarrão e como chá.
• Barbaquás eram fornos utilizados para secar a erva-mate.
• A palavra mate é derivada do termo quéchua – família de línguas indígenas da América do
Sul –, que designa o recipiente onde é bebido chimarrão.




Texto: Silvia Bocchese de Lima
Fotos: Bruno Tadashi, registradas a partir do acervo do Museu Paranaense
Revista Fecomércio PR - nº 118

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A tradição capixaba em panelas de barro

Associação das Paneleiras de Barro Goiabeiras.
Foto: Silvia Bocchese de Lima
Meu tempo era escasso e entre as diversas opções de turismo para fazer na capixaba Vitória, optei por visitar a Associação das Paneleiras de Barro Goiabeiras.


A arte da produção das panelas já era praticada pelos índios, antes da chegada dos colonizadores e se mantém até hoje em um barracão, onde mais de 50 associados trabalham em todas as etapas da produção das panelas de barro: desde a purificação do barro, retirando pedras e impurezas, até a comercialização das panelas.
"Pisagem" do barro.
Foto: Silvia Bocchese de Lima


O barro, retirado do Vale do Mulembá, em Vitória, chega até a associação e passa pelo processo de “pisagem”, quando são retiradas pedras, galhos e todas as impurezas e, também, para chegar ao ponto ideal para a produção das panelas. Este é um trabalho realizado quase que exclusivamente por homens.


Com uma pedra de rio, as peças são "lixadas".
Foto: Silvia Bocchese de Lima
Artesãos e produtores chegam a fabricar até 50 panelas ao dia. Uma delas explicou que no verão, a secagem da panela, ao sol, ocorre em um dia, mas no inverno, este período dura até uma semana. Com uma pedra de rio bem lisa, eles “lixam a panela”, num processo que corrige pequenas imperfeições, fecha eventuais
buracos e dá brilho à peça.


Depois de seca, as panelas estão prontas para ir ao fogo, para a queima, que dura em média meia hora. Só após as peças ficarem vermelhas elas são retiradas e recebem a tintura de tanino, que é retirada do mangue vermelho.

Queima das panelas.
Foto: Silvia Bocchese de Lima
Com uma pequena vassoura, todas as panelas já queimadas recebem a tinta, e passam a ter uma tonalidade escura e as peças ficam impermeabilizadas.

Na associação é possível compras diferentes modelos e tamanhos de panelas e travessas e, há, ainda, opções de souvenires.


O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) reconheceu o ofício das paneleiras como o primeiro patrimônio imaterial brasileiro.


As panelas recebem a tinta de tanino.
Foto: Silvia Bocchese de Lima
Associação das Paneleiras de Goiabeiras
Rua das Paneleiras, 55
Goiabeiras Velha
Vitória - ES
Telefone: (27) 3327-0519
E-mail: paneleirasdegoiabeiras@hotmail.com

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Para levar Curitiba na bagagem

Aliando empreendedorismo, turismo e negócios, o Projeto Souvenir Curitiba oferta aos visitantes da capital, opções criativas de compra


O principal ingrediente do projeto Souvenir
Curitiba é a criatividade
A cultura da capital serviu de inspiração para a
confecção de souvenirs
A designer gráfica Ariane Regina dos Santos

Para alguns é para matar a saudade, para outros, nunca esquecer. Comprar presentes e lembranças de um local visitado é uma tradição praticada em todo o mundo. O termo souvenir vem do francês e significa memória, referente ao artesanato, fé, hábitos e costumes, enfim, à cultura local.
Às vezes são representações das calçadas de Copacabana, das fitas do Senhor do Bonfim, chaveiros da Torre Eiffel, da Estátua da Liberdade ou os monolitos bolivianos do sítio arqueológico de Tiwanaku, mas todos carregados de simbolismo e de recordações.
De acordo com dados do Ministério do Turismo, somente de janeiro a agosto deste ano os gastos dos turistas no Brasil ultrapassaram a marca dos R$ 4,9 bilhões.
Em ano de Copa do Mundo e para aproveitar o fluxo intenso de turistas que visitaram a capital paranaense, o Sebrae/PR desenvolveu com parceiros locais o projeto Souvenir Curitiba. O objetivo era profissionalizar a produção de lembranças turísticas e desta ideia surgiu a marca Sou Curitiba. “Quando mapeamos, há três anos, as oportunidades da Copa do Mundo, surgiram o artesanato e os souvenirs, em Curitiba. Este foi um dos mercados que começamos a pesquisar e a direcionar os esforços para construirmos uma proposta de desenvolvimento de produtos para a capital. No mercado não existia nenhum ícone, nenhum diferencial, nenhum produto que agregasse valor à visitação do turista”, revela a consultora do Sebrae/PR e gestora do projeto, Patrícia Albanez.
Diferencial
A diferenciação dos produtos ofertados pela marca Sou Curitiba é o sucesso do projeto. Patrícia ressalta que todos os produtores, sejam eles, artesãos, designers, artistas plásticos, fotógrafos, estilistas ou joalheiros passaram por uma rigorosa curadoria. Todos os selecionados receberam consultorias e cursos de capacitação para a criação de novos produtos. “Foram repassados conceitos de empreendedorismo, turismo e negócios. Nesta questão fomos muito felizes e conseguimos, de fato, trabalhar com a inovação. Todo o projeto para prosperar e vender requer planejamento, gestão e visão de mercado, além de criatividade”, salienta a gestora.
Criatividade foi o material que não faltou aos produtores para a confecção de 86 opções de souvenirs que cabem em todos os bolsos, pois os preços variam de R$ 2 a R$ 126.
São jogos de futebol de botão, com times que compõe o Campeonato da Suburbana de Curitiba; blocos de papel com capas que remetem aos lambrequins das construções curitibanas; postais com pontos turísticos e até o ar da capital está sendo comercializado em uma lata de sardinha decorada.
Ariane Regina dos Santos, designer gráfica, é uma das produtoras do projeto. Foi quando precisou largar a faculdade de Administração para cuidar da avó, que surgiu a oportunidade de empreender. Ela conheceu o projeto e com as consultorias passou a ver Curitiba com olhos de turista. “Eu queria agarrar a oportunidade que a Copa do Mundo estava trazendo e se este campeonato era temporário, o projeto não. Aprendemos sobre a cidade, o que ela oferecia e depois disso, cada um desenvolveu produtos, buscando sempre a inovação”, destaca Ariane.
Pensando em objetos pequenos, que pudessem ser transportados com facilidade, fossem úteis e reaproveitáveis, Ariane desenvolveu nove modelos de capa-dura, para armazenar blocos de adesivo de fácil remoção, cada um estampado com um ponto turístico de Curitiba. Além disso, ela criou as “Marquelatas”, marcadores de página feitos de papel ecológico, recortados a laser e guardados em caixinhas de alumínio. Cada lata possuiu quatro marcadores com temas que fazem referência a Curitiba, como a araucária e as calçadas de petit-pavé da Rua XV.
Os produtos podem ser encontrados em 11 pontos de vendas fixos espalhados pela capital e pela loja virtual www.soucuritiba.com.
Texto: Silvia Bocchese de Lima
Fotos: Ivo Lima e Rodolfo Buhrer (La Imagen)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Made in Paraná

A gastronomia paranaense carrega diferentes histórias e estórias e encanta o paladar de moradores e turistas. O litoral do estado traz peculiaridades gastronômicas que vão do barreado à cachaça.

BALAS DE BANANA
O slogan “É impossível comer só um” poderia ser aplicado às tradicionais balas de banana produzidas
no litoral paranaense. Embaladas em papel ou plásticos, as balas são feitas com produtos naturais, sem uso
de conservantes e aditivos químicos e a matéria-prima vem da própria região, das propriedades dos pequenos produtores rurais.


CHIPS
Os chips feitos de fatias finas e fritas de banana são petiscos que acompanham as rodas de cerveja à  beira-mar e podem ser servidos salgados ou doces.

BARREADO
Considerado o prato típico do Paraná, o barreado é preparado há mais de três séculos na região litorânea.
O termo barrear vem da mistura à base de mandioca e água utilizada para vedar uma panela de barro onde
carne, toucinho, temperos e água cozinham por 24 horas. O prato é acompanhado de banana, laranja, arroz
e farinha de mandioca.

CAMBIRA
A cambira combina o sabor do peixe seco ou defumado com a suavidade da banana da terra. Esta receita exótica, preparada desde os tempos coloniais, forma o prato típico de Pontal do Paraná. A origem do nome se deve à espécie de varal onde se salga e defuma o peixe. Para preservar as características originais do prato e realçar o sabor dos ingredientes, a cambira deve ser feita em uma panela de barro.

CACHAÇA
A relação da cachaça com o Paraná chegou a virar verbete no Dicionário Aurélio como sinônimo de morretiana, pela tradição dos alambiques localizados em Morretes. A estimativa é que existam no
estado 300 alambiques. A cachaça paranaense pode ser encontrada em mercados municipais e em lojas
especializadas.

OSTRAS
As ostras nativas cultivadas na Baía de Guaratuba foram avaliadas por especialistas japoneses e classificadas como as terceiras mais saborosas do mundo. A Universidade Federal do Paraná faz a análise sanitária das ostras, garantindo um produto saudável e fresco.